terça-feira, 20 de outubro de 2015

Já há muito que não escrevo aqui.
Escrever é um estado de espírito nem sempre presente. Ou talvez muito presente, mas sem a paciência para aturar o computador e a internet.
Ultimamente, talvez por força da crise financeira que se instalou no nosso doce Portugal, as minhas voltas têm sido sozinho, ou com um ou dois companheiros.
A moto já não é a mesma. Depois de uns anos com a Triumph Adventurer 900, pura naked onde apanhei grandes chuvadas, rendi-me ao conforto de uma BMW 1100, já com uns anos mas em excelente estado de conservação. Pesada q.b., mas de trato muito dócil. Assim mantenho as minhas voltas tradicionais pela Serra da Arrábida, ou vou esporadicamente tomar um café a Alcácer apenas pelo prazer de conduzir em duas rodas.
Conduzir uma moto, sem preocupações nem com horários a cumprir é um verdadeiro limpar do espírito. Um grande amigo meu chama-lhe "a cadeira do psiquiatra". É uma analogia curiosa porque quando me encontro em dia não é uma volta de moto que me traz de novo o alinhar das idéias.
«Até os cães gostam de ir de carro com a cabeça fora da janela.»

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Continuo a regressar a casa pelo caminho mais longo.
Agora com uma moto mais leve e de novo a comer mosquitos devido à falta das carenagens, voltei a ser miúdo outra vez.
Tudo tem um tempo certa na vida e deve-se sair de palco enquanto se está de pé. Agora voltei para uma moto mais leve, um dia volto a andar a pé.
Enquanto isso não acontece, saio do trabalho e volto para casa pelo caminho mais longo.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O Regresso

Depois de alguns anos em que a vida deu rumos diferentes a cada um de nós, quase por um bom acaso do destino, mas sobretudo por uma amizade bem cimentada, juntámo-nos de novo para ir para a estrada.





Partimos de minha casa com destino a Achete (Santarém) onde nos esperava um bom almoço no Beco da D. Belida, com uma vista para os campos já com o toque da Primavera. Um trajecto feito nas calmas porque tempo temos nós pela frente.






Enquanto o Rui tentava vender a moto, alguém fazia maldades à BM do Nuno, só porque os pastéis de bacalhau estavam salgados. ;o)





Onde é a ida?


Seguiu-se uma visita à casa do Nuno, mas desta vez sem direito a banhos. A adega também estava fraquinha.



A vertente cultural foi cumprida com a visita à nascente do Alviela seguindo-se depois o regresso. Um passeio calmo retemperado com tudo o que a boa amizade pode proporcionar. Ficam umas fotos para recordar o dia.
Fala-se por aí de uma ida à Comporta onde tudo começou ...








quinta-feira, 1 de abril de 2010

As curvas

Tinha um trajecto delineado ao pormenor. Acabei por fazer algo completamente diferente. Quando subo para a moto nunca sei onde vou parar; hoje foi um desses dias. Andei serra acima e serra abaixo, contemplando o mar de vislumbre porque a condução obriga ao aguçar dos sentidos. Perdi-me no tempo e no espaço, nem a fome física me levou a casa. A outra fome, de serpentear as curvas apertadas da serra foi superior e só regressei quando me senti saciado. Curioso que, à medida que vou envelhecendo, as curvas vão ficando mais apertadas e, ia jurar, que são as mesmas.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Será desta?

Será desta vez que os MotoGarfos de juntam de novo após um interregno de vários anos em que a vida deu rumos diferentes a cada um?