quinta-feira, 1 de abril de 2010

As curvas

Tinha um trajecto delineado ao pormenor. Acabei por fazer algo completamente diferente. Quando subo para a moto nunca sei onde vou parar; hoje foi um desses dias. Andei serra acima e serra abaixo, contemplando o mar de vislumbre porque a condução obriga ao aguçar dos sentidos. Perdi-me no tempo e no espaço, nem a fome física me levou a casa. A outra fome, de serpentear as curvas apertadas da serra foi superior e só regressei quando me senti saciado. Curioso que, à medida que vou envelhecendo, as curvas vão ficando mais apertadas e, ia jurar, que são as mesmas.

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