terça-feira, 20 de outubro de 2015

Já há muito que não escrevo aqui.
Escrever é um estado de espírito nem sempre presente. Ou talvez muito presente, mas sem a paciência para aturar o computador e a internet.
Ultimamente, talvez por força da crise financeira que se instalou no nosso doce Portugal, as minhas voltas têm sido sozinho, ou com um ou dois companheiros.
A moto já não é a mesma. Depois de uns anos com a Triumph Adventurer 900, pura naked onde apanhei grandes chuvadas, rendi-me ao conforto de uma BMW 1100, já com uns anos mas em excelente estado de conservação. Pesada q.b., mas de trato muito dócil. Assim mantenho as minhas voltas tradicionais pela Serra da Arrábida, ou vou esporadicamente tomar um café a Alcácer apenas pelo prazer de conduzir em duas rodas.
Conduzir uma moto, sem preocupações nem com horários a cumprir é um verdadeiro limpar do espírito. Um grande amigo meu chama-lhe "a cadeira do psiquiatra". É uma analogia curiosa porque quando me encontro em dia não é uma volta de moto que me traz de novo o alinhar das idéias.
«Até os cães gostam de ir de carro com a cabeça fora da janela.»