Já há muito que não escrevo aqui.
Escrever é um estado de espírito nem sempre presente. Ou talvez
muito presente, mas sem a paciência para aturar o computador e a
internet.
Ultimamente, talvez por força da crise financeira que se instalou no
nosso doce Portugal, as minhas voltas têm sido sozinho, ou com um ou
dois companheiros.
A moto já não é a mesma. Depois de uns anos com a Triumph Adventurer
900, pura naked onde apanhei grandes chuvadas, rendi-me ao conforto
de uma BMW 1100, já com uns anos mas em excelente estado de
conservação. Pesada q.b., mas de trato muito dócil. Assim mantenho
as minhas voltas tradicionais pela Serra da Arrábida, ou vou
esporadicamente tomar um café a Alcácer apenas pelo prazer de
conduzir em duas rodas.
Conduzir uma moto, sem preocupações nem com horários a cumprir é um
verdadeiro limpar do espírito. Um grande amigo meu chama-lhe "a
cadeira do psiquiatra". É uma analogia curiosa porque quando me
encontro em dia não é uma volta de moto que me traz de novo o
alinhar das idéias.
«Até os cães gostam de ir de carro com a cabeça fora da janela.»
terça-feira, 20 de outubro de 2015
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